sábado, 31 de março de 2012

José Saramago - a maior flor do mundo

A Maior Flor do Mundo, José Saramago


AQUI  a história escrita pelo escritor português José Saramago.


E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos?

Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?

Do que tenho medo? Manuel António Pina

In Jornal de Notícias,
Publicado em 2007-06-29

Compreendo os propósitos do "site" oficial para denúncia de casos de abuso de menores, apologia do racismo, do terrorismo ou da violência na Net e por isso repito o seu endereço:


A Net e a blogosfera são lugares privilegiados de exercício de liberdade. Mas a liberdade, sobretudo a liberdade não-condicional (e, hoje, as garras da censura política e económica pairam ameaçadoramente sobre a Net), implica riscos. O mais grave desses riscos é a liberdade de a Net ser, também ela, apropriada pelos inimigos da liberdade. Combater crimes como o abuso de menores, o racismo ou o terrorismo é dever de cidadania. Leia mais...

Como ficar...

... um poço de sabedoria?

Conta-se que um tal marquês de Fuscaldo se tornou no homem mais erudito do seu tempo. Como?
Um dia, o marquês, ao folhear um livro, de uma enorme biblioteca que tinha recebido, como única herança, e da qual desdenhava completamente, encontrou entre duas páginas uma nota de mil liras. Questionando-se se o mesmo se passaria com os outros livros, passou o resto da sua vida a folhear sistematicamente todos os livros recebidos em herança.
E foi assim que se tornou num poço de ciência.



Pulicado pela "Pó dos livros"

Imperdível!

CI_PortodeEncontro_12MAR27.jpg

sexta-feira, 30 de março de 2012

Como desenhar...

Clica na imagem para ampliar.

Sugestão: Cria uma banda desenhada de coelhinhos.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Como fazer...

Clica para ampliar.
Experimenta outra receita  AQUI.

Como fazer...

Pintainhos de Páscoa comestíveis?

Precisas de:

ovos cozidos: corpo do pintainho
cenouras: pés e bico (este pode também ser feito com pimento vermelho)
pimento e azeitonas: para os olhos

SUGESTÃO: Podem retirar-se as gemas e misturá-las com maionese para fazer o recheio do ovo.


Pintainhos de Páscoa (Susan, " Savoring Time in the Kitchen")

quarta-feira, 28 de março de 2012

Onde moram as casas - Lançamento no Porto

Apresentei este livro AQUI.  Experimentem folhear.


31 de Março na Papa Livros.

LIVRO COMESTÍVEL

LIVRO COMESTÍVEL

“– [...] Que acha que devemos fazer para a reforma dos livros?

A Rãzinha pensou, pensou e não se lembrou de nada.

- Não sei. Parecem-me bem como estão.

- Pois eu tenho uma idéia muito boa – disse Emília. – Fazer o livro comestível.

- Que história é essa?

- Muito simples. Em vez de impressos em papel de madeira, que só é comestível para o caruncho, eu farei os livros impressos em um papel fabricado de trigo e muito bem temperado. A tinta será estudada pelos químicos – uma tinta que não faça mal para o estômago. O leitor vai lendo o livro e comendo as folhas; lê uma, rasga-a e come. Quando chega ao fim da leitura, está almoçado ou jantado. Que tal?

A rãzinha gostou tanto da idéia que até lambeu os beiços.

- Ótimo, Emília! Isto é mais que uma idéia-mãe. E cada capítulo do livro será feito com papel de um certo gosto. As primeiras páginas terão gosto de sopa; as seguintes terão gosto de salada, de assado, de arroz, de tutu de feijão com torresmos. As últimas serão as da sobremesa – gosto de manjar-branco, de pudim de laranja, de doce de batata.

- E as folhas do índice – disse Emília – terão gosto de café, serão o cafezinho final do leitor. Dizem que o livro é o pão do espírito. Por que não ser também pão do corpo? As vantagens seriam imensas. Poderiam ser vendidos nas padarias e confeitarias, ou entregues de manhã pelas carrocinhas, juntamente com o pão e o leite.

- Nem precisaria mais pão, Emília! O velho pão viraria livro. O Livro-Pão, o Pão-Livro! Quem souber ler lê o livro e depois come; quem não souber ler come-o só, sem ler. Desse modo o livro pode ter entrada em todas as casas, seja dos sábios, seja dos analfabetos. Otimíssima idéia, Emília!

- Sim – disse esta muito satisfeita com o entusiasmo da Rã. – Porque, afinal de contas, isso de fazer os livros só comíveis para o caruncho é bobagem – podemos fazê-los comestíveis para nós também.

- E quem essa idéia a você, Emília?

- Foi o raciocínio. O livro existe para ser lido, não é? Mas depois que o lemos e ficamos com toda a história na cabeça, o livro se torna uma inutilidade na casa. Ora, tornando-se comestível, diminuímos uma inutilidade.

- E quando a gente quiser reler um livro?

- Compra outro, do mesmo modo que compramos outro pão todos os dias.

A idéia, depois de discutida em todos os seus aspectos, foi aprovada, e Emília reformou toda a biblioteca de Dona Benta. Fez um papel gostosíssimo e de muito fácil digestão, com sabor e cheiro bastante variados, de modo que todos os paladares se satisfizessem. Só não reformou os dicionários e outros livros de consulta. Emília pensava em tudo.” (p.37-38).


(Fonte: LOBATO, Monteiro. A reforma da natureza. São Paulo: Globo, 2008. 72p)

 
Exploração comestível "A lagarta comilona" de Eric Carle.

Fungagá nº1

Leiam ebook  AQUI:
revista infantil portuguesa

terça-feira, 27 de março de 2012

Apanhados a ler!





A Palavra Mágica

Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.

Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.

Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.

Carlos Drummond de Andrade, in 'Discurso da Primavera'





Segunda Nota Explicativa         

Se uma palavra toca noutra ou mesmo sem tocar
lhe queda próxima, põem-se as duas
a dedilhar lembranças na ária
da carne azada.

Passa-se isto
na poesia dos poetas e na linguagem
da rua. Os ganhos
são mútuos e ficam mal lembrados

ou julgados inconvenientes se
pouco prosados ultrapassam
a discreta função de fundo
musical na paisagem ambiente.

Ganham em sentidos o que perdem
em concisão. Para que servem os muros
que nos cercam senão para dar ganas
de os saldar?

Júlio Pomar, in "TRATAdoDITOeFEITO"



Há Palavras que Nos Beijam

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'




segunda-feira, 26 de março de 2012

Convite - Planeta Tangerina

Lançamento de dois novos livros. São eles: “Ir e Vir” e “Nunca Vi uma Bicicleta e Os Patos Não Me Largam”

Ilustrações antigas


Cordeirinhos de Páscoa

Rolos de papel com ou sem algodão
Simples e... linda!



Adivinhas

 Feitas pelos alunos do 2º ano.

Maria Keil - a ilustradora

Saiba mais sobre Maria Keil... AQUI.

A fagulha e o Mosquito

Revista infantil portuguesa dos anos 60.
Ficheiro:O Mosquito 1S N1.jpg


O Mosquito foi uma revista de banda desenhada portuguesa fundada em 1936.

Esperávamos ansiosos, a chegada de cada exemplar.

domingo, 25 de março de 2012

Como desenhar uma casa?


Casas tradicionais portuguesas

Onde moram as casas". AQUI."
Oh as casas as casas as casas

Oh as casas as casas as casas
as casas nascem vivem e morrem
Enquanto vivas distinguem-se umas das outras
distinguem-se designadamente pelo cheiro
variam até de sala pra sala
As casas que eu fazia em pequeno
onde estarei eu hoje em pequeno?
Onde estarei aliás eu dos versos daqui a pouco?
Terei eu casa onde reter tudo isto
ou serei sempre somente esta instabilidade?
As casas essas parecem estáveis
mas são tão frágeis as pobres casas
Oh as casas as casas as casas
mudas testemunhas da vida
elas morrem não só ao ser demolidas
Elas morrem com a morte das pessoas
As casas de fora olham-nos pelas janelas
Não sabem nada de casas os construtores
os senhorios os procuradores
Os ricos vivem nos seus palácios
mas a casa dos pobres é todo o mundo
os pobres sim têm o conhecimento das casas
os pobres esses conhecem tudo
Eu amei as casas os recantos das casas
Visitei casas apalpei casas
Só as casas explicam que exista
uma palavra como intimidade
Sem casas não haveria ruas
as ruas onde passamos pelos outros
mas passamos principalmente por nós
Na casa nasci e hei-de morrer
na casa sofri convivi amei
na casa atravessei as estações
Respirei – ó vida simples problema de respiração
Oh as casas as casas as casas
Ruy Belo

Anabela Dias - Ilustradora


Exposição de originais do livro "Animais no sótão" decorre em Portel até 31 de Março.

Animação e música na Glubenkian - A Monstra


A MONSTRA na Gulbenkian - Animação e música from Descobrir - FCG on Vimeo.

sábado, 24 de março de 2012

Está quase a a acabar

A Monstrinha à solta em Lisboa!

Na 11ª edição do festival Monstra, a decorrer entre 19 e 25 de Março de 2012, a MONSTRINHA - a MONSTRA dos mais novos - oferece um espaço onde não vai faltar animação!

Consulta a programação AQUI.

Escrita criativa - Biblioteca Escolar

Carla Maia de Almeida  e Alexandre Esgaio,contaram-nos  Onde moram as casas. Clica para recordares

SINOPSE: As casas tem coração, um sotão para sonhar e uma cave para arrumar coisas assustadoras. Dos pés ao telhado, as casas somos nós .

Como é a tua casa ?
Depois de folhear o livro, descreve a casa onde vives. Não te esqueças, ilustra o trabalho!


Porto de Encontro - Manuel António Pina

Manuel António Pina (Sabugal, 18 de Novembro de 1943) é um jornalista e escritor português, galardoado em 2011 com o Prémio Camões.

Como se desenha uma casa

O regresso
«Como quem, vindo de países distantes fora de
si, chega finalmente aonde sempre esteve
e encontra tudo no seu lugar,
o passado no passado, o presente no presente,
assim chega o viajante à tardia idade
em que se confundem ele e o caminho.
Entra então pela primeira vez na sua casa
e deita-se pela primeira vez na sua cama.
Para trás ficaram portos, ilhas, lembranças,
cidades, estações do ano.
E come agora por fim um pão primeiro
sem o sabor de palavras estrangeiras na boca.»

Manuel António Pina
In "Como se desenha uma casa"

Sono de Primavera

“…O mais perfeito dos sons humanos é a palavra. A poesia por sua vez é a forma mais perfeita da palavra. “
Sono de Primavera – Poemas Chineses



Viaje até Bolonha!

Portugal foi o país convidado de honra na edição de 2012 da feira internacional do Livro Infantil. "Como as cerejas" foi o tema. Veja o que aconteceu em destaque...

 AQUI.



Sugestão de fim-de-semana: "Bolo de chocolate e cerejas"... com ilustrações e livros!

Sabes acordar a Primavera?



O rapaz que sabia acordar a Primavera

Se os bichos se vestissem como gente - Luísa Ducla Soares

Para que serve a poesia?


«Um dia um poeta francês foi apresentado a um riquíssimo banqueiro. O apatacado e emproado personagem perguntou ao poeta:
- Para que serve a poesia?
Clique aqui para conhecer  a RESPOSTA.
 

Poesia lusófona - Mia Couto

Identidade
In "Raiz de Orvalho"
Mia Couto

Preciso ser um outro

para ser eu mesmo.

Sou grão de rocha.

Sou o vento que a desgasta.

Sou... Leia mais... 
ou
"despoeme" AQUI.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Pobre da égua branca


Era um rapaz que gostava muito de uma rapariga. Ela não tanto.
Chamava-se ele Joaquim. Chamava-se ela Joaquina. Com estes nomes via-se que estavam mesmo feitos um para o outro. Mas nem sempre as coisas são como a gente julga.
- Queres casar comigo, Joaquina?

LEIA MAIS...

Era uma história passada no tempo da Primavera

Era uma vez uma mulher, velha, muito velha, velhinha mesmo…

Era uma vez uma velha

que bem contava uma história:


Odilon Redon


Uma sugestão - Biblioteca Escolar

Lágrimas de crocodilo

Texto de Ana Kotowicz
Leia mais AQUI...

Greve - Catarina Sobral






SINOPSE:
Um dia, os pontos decretaram GREVE!
Os pontos? Quais pontos? TODOS os pontos!

Primeiro, foi a escrita a colapsar…
Nas escolas, nos museus, nas fábricas, nos hospitais, ninguém se entendia.

O ponto de fuga desapareceu. E o ponto de encontro. Tudo e todos chegavam atrasados. E era impossível fazer o ponto da situação.







quarta-feira, 21 de março de 2012

A árvore - Sophia de Mello Breyner Andresen



No dia da Árvore e da Poesia:

ESTENDAL POÉTICO NA ÁREA METROPOLITANA DO PORTO leia mais...

Uma bússola para a desorientação geral

MÁRIO VIEGAS, um vero amante da poesiaAcordei com uma avidez incrível por um prato de sopa de letras, como quando tudo era ainda um caldo fervente e as sombras e os dias não tinham recortes nem leia mais...

D.Primavera de Gabriela Mistral

Doña Primavera
viste que es primor,
viste en limonero
y en naranjo en flor.
Lleva por sandalias
unas anchas hojas,
y por caravanas
unas fucsias rojas.
Salid a encontrarla
por esos caminos.
¡Va loca de soles
y loca de trinos!
Doña Primavera
de aliento fecundo,
se ríe de todas
las penas del mundo…


Fragmento de Doña Primavera. GABRIELA MISTRAL: SELECCIÓN POÉTICA. Edición literaria de Federico Martín Nebras y Antonio Rubio, con ilustraciones de Paloma Valdivia (Faktoría K de Libros, colección Trece Lunas, 2009).



Dona Primavera

veste que é um primor,

vestida com limão

e flores de laranjeira.

Tomemos por sandálias

algumas folhas largas,

e caravanas

umas fúcsias vermelhas.

Saí a encontrá-la

por essas estradas!

Enlouquecendo de sóis

e louca de trinados!

Dona Primavera

de alento fecundo

ri-se de todas

as penas do mundo ...